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O mês de outubro revela um empresário menos confiante

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A constatação é da CNI, que atribui o fato a uma reavaliação, por parte do empresariado, das expectativas em relação ao desempenho da economia e da sua própria empresa

Depois de cinco meses consecutivos de crescimento, a confiança do empresário caiu neste mês de outubro. Na comparação com setembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto, registrando 52,3 pontos.

Mesmo com a queda, o indicador analisado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) continua acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50, indicam falta de confiança.

“O recuo do Icei foi pequeno, mas acende um sinal de alerta para a recuperação da economia”, disse em nota o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

De acordo com o levantamento, a confiança diminuiu em todos os portes de empresas. Pequenas e médias indústrias tiveram a maior queda.

Entre as pequenas, o Icei caiu de 50,5 pontos em setembro para 48,7 pontos em outubro. Nas médias, o indicador recuou de 52,9 pontos para 51 pontos. Nas grandes indústrias, o índice passou de 55,7 pontos para 54,6 pontos.
Segundo o estudo, a queda do Icei em outubro se deve, principalmente, a uma reavaliação das expectativas em relação aodesempenho da economia e das empresas nos próximos seis meses.

O indicador de expectativas caiu 1,9 ponto em relação a setembro e ficou em 56,8 pontos. Mesmo estando otimistas quanto ao futuro, os empresários ainda enxergam uma piora na situação atual.

O índice de condições atuais foi de 43,3 pontos em outubro, contra 44 pontos em setembro, mantendo-se abaixo dos 50 pontos.

Para Castelo Branco, os dados do Icei mostram que os indicadores negativos da situação atual das empresas e da economia contaminaram a trajetória positiva das expectativas. “Isso reflete a dificuldade da indústria e da economia em engatar um ciclo de recuperação”, disse o economista.

“O desemprego alto e a dificuldade de financiamento fazem com que o consumidor fique cauteloso, e isso se reflete nos investimentos do comércio e da indústria”, acrescentou.
Esta edição da pesquisa ouviu 3.048 empresas em todo o País entre os dias 3 e 14 de outubro. Desse total, 1.198 são pequenas, 1.152 são médias e 698 são de grande porte.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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